Técnica 2
- Respiração Completa:
As
maiorias das pessoas respiram rasamente, e mesmo aqueles
que trazem a respiração
conscientemente pelo abdômen podem estar deixando algum
detalhe de fora.
Inicialmente
exale todo o ar, usando o abdômen para auxiliá-lo. Inale
profundamente, puxando o ar pela expansão do abdômen.
Continue inalando até preencher de ar todo o pulmão
superior e a região da garganta. Mantenha o rosto
relaxado. Retenha por alguns segundos, ainda com o rosto
relaxado. Exale lentamente, primeiro o ar da parte inferior,
depois superior dos pulmões e finalmente o ar que
estiver na região da garganta. Contraia o abdômen
até forçar todo o ar para fora. Trabalhe para
aumentar o tempo de cada fase de inspiração
- retenção - expiração, sempre
que o tempo do ciclo em exercício seja alcançado
de forma natural e não forçada.
Não conte o tempo
com um relógio, permita que seu corpo seja o relógio!
A proporção da inspiração - retenção
- expiração na respiração completa
deve ser de 1:1:1.
Técnica 3
- Respiração Vital:
Muito
simples de ser praticada. Energiza e fortalece os pulmões. Inspire pelas narinas
em movimentos curtos e rápidos, até os pulmões
estarem complemente cheios.
Exale o ar pela boca, enquanto
emite um alto som 'AAAAAHHH'.
Mantenha o foco em trazer o prana energizado para dentro
durante a inspiração e para mandar para fora
toda a tensão do corpo, durante a exalação.
Técnica
4 - Kapalabhathi:
Também
é fácil de ser dominada. Dentre outras variações,
uma das mais simples é a seguinte:
Sente na posição de Lótus, ou com as
pernas cruzadas e as costas e pescoço eretos. Inale
e mantendo a boca fechada, espirre. Com a boca fechada, a
parte inferior do abdômen irá inchar.
Retorne-a
imediatamente a posição inicial. Comece com ciclos de dez a
quinze e gradualmente suba até ciclos de 50 respirações,
naturalmente e sem forçar. Você não deverá sentir
nada na parte superior dos pulmões ou na área
da garganta. Pode ser usada com grande benefícios
por fumantes e asmáticos. A atenção
deve ser focada na área do plexo solar. Após
um ciclo completo, permanece quieto e observe as mudanças
físicas e mentais em si mesmo.
Técnica
5 - PRANA-VAYU RASA:
Técnica 6 - PRANA-SUKHA
/ Respiração curativa:
Literalmente,
"respiração da alegria, força
vital alegrante". Esta respiração é a
mais simples extensão do prana a um ritmo. O praticante
deve conscientemente alterar o tempo desprendido em cada
parte dos ciclos de respiração. O ritmo do
Prana Sukha
é dito ser perfeito para extração
de força vital da atmosfera. A razão da inspiração
- retenção - expiração deve
ser de 1:4:2.
A inalação estabelece pela
razão exposta o tempo das fases de retenção
e exalação de cada ciclo, ou seja, retêm-se
o ar por um tempo quatro vezes maior que gasto na inalação
e expele-se o ar no tempo duas vezes maior que o da inalação.
Deve-se iniciar
com inalações
quase similares as da respiração involuntária
e ir aumentando o tempo, sempre respeitando que o exercício
deve ser confortável e não forçado.
IMPORTANTE: não conte mentalmente
ou verbalmente os tamanhos das fases para estabelecer o
ritmo. Contagem é um processo lógico que
interfere com a prática abstrata da medicação.
Meça o ritmo focando a mente nos ruídos da
inspiração e expiração durante
a respiração e se necessário pelas
batidas do coração durante a retenção.
Ter um ritmo pela audição é ideal
e ajuda a unir corpo e mente. O Gheranda Samhita sugere: "Ao
entrar, a inspiração faz o som 'SOH' e ao
sair o som 'HAM'. Assim a respiração profere
a palavra de poder 'SOHAM' (ou EU SOU). O som sutil reverbera
no chakra da raiz, do coração e do terceiro
olho. O Yogi deverá perfazer esta repetição
conscientemente".
Outro processo
de medida do ritmo é pela
concentração no mantra AUM, ou qualquer outro
de preferência do praticante, que deve sentir o ritmo
a cada mantra.
Técnica
7:
Sente-se ereto na
posição
de lótus ou com a pernas cruzadas. Costas e cabeças
eretos. O ritmo da respiração/retenção/expiração
pode ser 1/1/1 ou 1/4/2, como na respiração
de cura ensinada anteriormente.
Sentando-se com
as pernas cruzadas na respiração longa e profunda você
preenche primeiro a área abdominal inalando o ar
para baixo, pressionando o ar acada vez mais para as áreas
mais baixas.
Arqueando o seu corpo
um pouco para frente, com as mãos sobre os joelhos, com os braços
estirados pressionando as palmas para dentro contra os
joelhos. A cavidade do peito se abrirá para frente
para que você possa por alguma pressão em
seus pulmões, não só na área
abdominal como também preencher a parte superior
na área do peito e, finalmente, por causa do arco
na coluna, a parte superior de seus pulmões serão
inflados sem que você tenha a necessiadade de abrir
a caixa toráxica ou elevar os seus ombros.
Com os pulmões cheios, prenda a
respiração e pressione seus ombros para trás
para expandir o peito para fora para que a pressão
total do diafragma seja sentida. E depois contraia todo
o diafragma da parte superior do peito para o abdômen
espremendo o ar para fora.
Respirando desta
maneira pelas narinas por várias respirações, o fluxo da
consciência da energia (prana) pelo diafragma pode
ser sentido pressionando para baixo e distendendo o ar
para a região inferior dos pulmões, onde
a maior parte do sangue circula, e então enchendo
para cima a parte do peito e das costas para a frente e
para a parte superior dos pulmões.
A pressão nos pulmões em
todas as áreas também gera energia em todas
as terminações nervosas, e assim, todo o
corpo
é afetado tanto com a respiração quanto
com a pressão dos nervos.
Quando a Respiração longa
e profunda é feita desta maneira, o foco nos músculos
do abdômen, peito e ombros envolvidos na respiração
começa a retroceder uqando o movimento de fole do
diafragma é sentido.
Técnica 11 - Respiração
do Fogo (Agni-Prasana)
Uma respiração de limpeza
e energização movida pelas contrações
abdominais
Depois que o diafragma é
sentido na respiração longa e profunda, existem
duas maneiras de se obter a Respiração do
Fogo, onde o ar é inspirado e bombeado para fora
com rítmo, como um fole sem que qualquer tensão
seja sentida nos músculos abdominais, peito e músculos
da caixa toráxica ou ombros que permanecem relaxados
durante a respiração para que você consiga
continuar no rítmo indefnidamente sem qualquer esforço.
Um modo bom para
se começar a Respiração
do Fogo é pela Respiração Longa e
Profunda; e logo que os seus pulmões estão
cheios e completamente extendidos, como descrito acima,
para expulsar o ar imediatamente e assim que o ar estiver
completamente fora, imediatamente expanda os seus pulmões
novamente enchendo-os plenamente. E a cada vez, arqueando
a sua coluna para frente e pressionando as palmas das mãos
para dentro nos joelhos para que você sinta suavemente
o diafragma enchendo os seus pulmões das costas
para a frente, e depois, contraindo novamente.
A cada respiração você expande
um pouco mais ráido e contrai um pouco mais rápido
até, sem expandir ou contrair completamente, você sente
um rítmo se estabelecendo e se firmando. Quando
você pega este rítmo, você
logo perceberá que ele se estabelece e você simplesmente
"é respirado", i.e., a coisa acontece
naturalmente sem qualquer esforço.
A Respiração do Fogo 'carregará 'por
completo todo o seu sistema nervoso, forçando as
glândulas a secretarem e a purificar o seu sangue.
E quando isto é feito juntamente com determinadas
posturas e movimentos que colocarão contrações
(pressões) ou expanções ( liberação)
nos plexos neurais e centros glandulares; o fogo terá sido
produzido nestas áreas e você
estará completamente carregado.
Quando uma área se torna carregada,
o flúido seminal é liberado na corrente sanguínea
e flui para aquelas áreas para que elas , gradualmente,
mantenham aquela carga e a pressão prânica
levando-a para todo o corpo convertendo Bindu (energia
Rajastica) em Ojas (energia Satívica), que enche
e permeia todo o seu corpo e mente.
Gradativamente,
em poucas semanas todo o seu corpo se torna equilibrado
com uma força dinâmica
interna. E à medida que esta carga é
construída e polarizada, a mente se torna firme,
límpida e brilhante criando uma sensação
de 'radiação sentida dentro, em volta e por
todo o seu corpo e cabeça. Sua mente se torna mais
receptiva e aberta para você
notar uma conecção automática entre
seus objetivos e experiências e a plena satisfação
delas. Um sentimento de Unicidade e completude começará
a emergir como uma realidade cada vez mais clara e presente.
Aos poucos também, as tendências
da mente em relação ao físico e ao
mental começarão a desaparecer e você
hospeda em sua presença satívica ( sem a
noção egóica do "eu" ou "meu")
o Coração Radiante Auto-Emanador, onde o "EU
SOU" é
a Verdad simples. e única.
A prática da Kundalini Yoga com
a consciência natural e rítmica do diafrágmanas
Respirações Longa e Profunda e Respiração
do Fogo permite que as posturas e Kriyas façam os
msiores e mais completos efeitos para trazer o campo satívico
a um ponto onde o Self reflete a Si-mesmo e se hospeda
naturalmente em sua Natureza Verdadeira - Sat Nam.
Técnica 12
– Respiração Completa
A respiração começa
a ser treinada tornando-se mais lenta e regular, proporcionando
um inspirar e expirar mais longo e profundo. Veja os três
tipos de respiração:
- ABDOMINAL (baixa)
- INTERCOSTAL (média)
- SUBCLAVICULAR (alta)
Controlando os três tipos de respiração,
obteremos uma respiração total e completa.
Cabe a nós obtermos o melhor para o nosso organismo.
Respiração
Baixa:
Para nos educarmos numa respiração abdominal
correta, vamos sentir que na medida em que o ar entra em
nossos pulmões nosso abdômen se dilata e o
ar vai preencher, assim, a parte baixa do tórax.
Coloquemos uma das mãos sobre o abdômen para
sentirmos melhor o movimento. Procuremos fazer este exercício
evitando qualquer movimento torácico superior. Dominemos
inspirando e lançando a parte abdominal para fora
e, ao expirar, parte abdominal para dentro.
Respiração Média:
Procure dominar a respiração média
dilatando as costelas ao inspirar. Coloque as mãos
dos lados das costelas, com os dedos voltados para frente,
de forma que quando os pulmões estiverem vazios
os dedos quase se toquem na frente e quando cheios, afastam-se,
pois as mãos são empurradas pelas costelas
que se dilatam lateralmente. Sem movimentar a parte baixa
do abdômen, ao inspirar, as costelas devem se afastar
empurrando as mãos cujos dedos se distanciam. Isso
servirá para medirmos nossa capacidade pulmonar.
Cuide para que durante o exercício respiratório
não esteja fazendo movimento nem com o abdômen
nem com o alto do tórax.
Respiração
Superior:
A respiração alta é, sem duvida, a
pior forma de respirar que se conhece e exige maiores dispêndios
de energia com menor soma de proveito. É muito freqüente
nas mulheres porem, em ambos os sexos sempre que há
contrações mais ou menos inconscientes dos
músculos abdominais como conseqüência
de estados de tensão, angustia, etc. Domina-se dilatando
a parte alta dos pulmões.
Respiração
Completa:
Inspire dilatando o abdômen, continue a mesma inspiração
no mesmo ritmo e dilate a parte media afastando as costelas.
Continue a mesma inspiração e dilate agora
a pane alta dos pulmões. Retenha um pouco Expire
de forma inversa, solte o ar da parte alta, depois da parte
média e por fim da parte baixa do tórax.