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| Adinatha |
"Senhor Primordial", epíteto aplicado
ao mestre original da tradição Kaula (também
chamada Natha), identificado com Shiva, criador mítico
do Yoga e primeiro na linhagem dos 84 mahasiddhas, yogis
iluminados do norte da Índia. |
| Advaita |
"não dualismo". O Advaita Vedánta é um
sistema metafísico exposto nas escrituras antigas
chamadas Upanishads e outros textos baseados nelas. O Vedánta
não dualista é a tradição filosófica
preponderante no hinduísmo e inclui várias
correntes diferentes, sendo as duas mais significativas
o não dualismo absoluto de Ádi Shankaracharya
e o não dualismo qualificado de Rámánuja. |
| Ágamas |
"aquilo que desce". Este termo
se refere à tradição do Yoga, e designa
o conhecimento adquirido através das percepções
sensoriais ou pelo testemunho de autoridades competentes. |
| Agrimasana |
postura proeminente. |
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Ahimsá |
"não
violência". Um dos cinco yamas, proscrições
ou preceitos de conduta do Yoga de Pátañjali. Ahimsá,
a não violência, entende-se como não matar, não
agredir nem causar nenhum tipo de dor a nenhum ser vivo. As outras
quatro proscrições (veracidade, não roubo, não
desvirtuamento da sexualidade e não possessividade) são
corolários, conseqüências naturais da não
violência. |
Ájña |
"centro
do comando". Um dos sete chakras, centros psíquico-energéticos
no corpo sutil, situado no ponto do intercílio. Representa-se
graficamente como uma flor de lótus de duas pétalas que
circundam o lingam, símbolo da criatividade de polaridade masculina.
Este centro está conectado com o ego (ahamkára), com
a mente inferior (manas) e com o mantra Om. Também recebe o
nome de guru chakra, pois é neste centro que o adepto recebe
telepaticamente as instruções do seu preceptor. |
Ákasha |
"esplendor".
Este termo designa o elemento espaço ou éter, e é freqüentemente
usado como referência para o Ser transcendental (Páramátman), "radiante
como mil sóis". Também significa ar, atmosfera,
luz. Designa o espaço sutil onde estão armazenados todos
os conhecimentos e feitos humanos, desde os primórdios. É a
memória da Humanidade, patrimônio e herança de
todos os homens. Corresponde ao inconsciente coletivo de Jung. |
Amanaska |
"estado
transmental". Designa a iluminação, estado de transcendência
da mente. Também recebe o nome de unmani, "exaltação". |
Amara |
"perfeito",
"imortal". Uma das qualidades do yogi realizado. |
Amaratva |
"perfeição".
Estado de isolamento sensorial (pratyáhára), em que a
consciência perde contato com as referências externas. |
Amaravarunni |
"aguardente".
Um epíteto para o amrita ou soma, licor lunar que goteja desde
o soma chakra, no interior da cabeça. |
Amari |
urina. |
Amarolí |
"néctar
imortal". Técnica que consiste em beber a própria
urina com fins terapêuticos. |
Amarolí
mudrá |
"selo
da imortalidade". Ação de fazer amarolí,
ingerir a própria urina. |
Anáhata |
"não
batido". Centro de captação de bioenergia localizado
no plexo cardíaco, na altura do coração. O nome
refere-se ao som do coração, que não é provocado
por percussão, nem pela fricção de dois objetos,
como no caso da música, senão que é uma pulsação
interior. Este centro tem doze pétalas douradas que rodeiam
circularmente dois triângulos de cor cinza superpostos. Os triângulos
formam uma estrela de seis pontas, símbolo do elemento ar. No
centro desta estrela pulsa o bíja mantra Yam.
|
Anandamadirasana |
postura
do néctar da beatitude. |
Ánanta |
"infinito".
Nome da serpente cósmica de mil cabecas, sobre a qual jaz o
deus Vishnu ("o onipresente"), preservador da criação. |
Animam |
"atomização".
Um dos oito siddhis, poderes paranormais que surgem ao longo da prática
de Yoga. É a capacidade de reduzir à vontade o tamanho
do corpo. |
Antahkarana |
"instrumento
interior". O psiquismo que, segundo o tratado Sámkhya Kariká,
compreende a mente superior (buddhi), o ego (ahamkára) e a mente
inferior (manas). |
Apána |
"respiração
descendente". É a forma de energia vital que controla os
processos de excreção e expulsão, aliviando o
organismo de elementos desnecessários. Localizado no baixo ventre
e na parte inferior do tronco, é o responsável pelos
processos de excreção. Fisiologicamente, isto se processa
através da força centrífuga, desintegrando ou
eliminando matérias fecais e urina e emitindo o sêmen. É de
polaridade negativa, e a sua cor é
laranja-avermelhada. Os dois váyus, prána e apána,
são os grandes pássaros que o yogi deve unir dentro de
si. Essa inversão das direções naturais da energia é o
objetivo principal dos exercícios respiratórios. |
Arambhavasthá |
"estado
inicial". O primeiro dos quatro estados (avasthás) de realização
dentro do Yoga. Neste estágio da prática, o "nó de
Brahmá" (brahmágranthi, localizado no chakra básico) é atravessado
pela força kundaliní, quando esta ascende ao longo do
canal central (sushumná nádí). |
Ardhabaddhapadmottanasana |
meiapostura
ereta do lótus bloqueado. |
Ardhabhujamgasana |
meia
postura da serpente. |
Ardhacakrasana |
meia
postura da roda. |
Ardhacandrasana |
postura
da meia-lua; meia postura da lua. |
Ardhadhanurasana |
meia
postura do arco. |
Ardhamastyendrasana |
meia
postura de matsyendra. |
Ardhapadmahalasana |
postura
do ardo com meio lótus. |
Ardhapadmapadottanasana |
postura
de extensão da perna com meio lótus. |
Ardhapadmapascimottanasana |
postura
de extensão do dorso com meio lótus. |
Ardhapadmasana |
meia
postura do lótus. |
Ardhasalabhasana |
meia
postura do gafanhoto. |
Ardhastambhasana |
meia
postura da coluna. |
Arundhati |
sinônimo
de kundaliní. |
Asamprájñata |
samádhi
"iluminação supraconsciente", último grau
de samádhi. É o mais elevado estado de hiperconsciência,
no qual se atinge a condição de jívanmukta, "liberado
vivo", e se penetra na essência do próprio Ser. |
Ásana |
"postura",
"assento". Exercícios psicofisiológicos do Yoga,
definidos pelo sábio Pátañjali como sthirasukham,
firmes e agradáveis. Este termo se presta a duas interpretações:
por um lado, ásana significa lugar para sentar, assento de meditação,
e conseqüentemente as posturas que o praticante assume para concentrar-se,
meditar ou fazer respiratórios. Ao permanecer em uma posição
imóvel, os ritmos internos vão reduzindo-se e a atuação
dos gunas rajas e tamas, ação e inércia, vai diminuindo,
dando lugar ao guna sattwa, equilíbrio e harmonia. O corpo é invadido
por uma sensação de bem-estar que absorve o pensamento: "A
posição é dominada quando se elimina a tensão
e se medita no infinito." Yoga Sútra, II:47. Por outro lado,
a palavra ásana também designa os exercícios físico-energéticos
do Yoga. Nesse sentido, e desde a popularização das formas "físicas" do
Hatha Yoga, no período medieval, estes exercícios começaram
a ganhar força dentro do universo das técnicas do Yoga. É através
deles que o praticante faz do corpo um instrumento para o crescimento
pessoal. Os ásanas movimentam de forma intensa e variada o fluxo
da energia, vitalizando, fortalecendo e, preparando a estrutura biológica
para o despertar de kundaliní. As posturas descritas nesta obra
são apenas dezesseis, embora apareçam alguns a mais no
texto (listam-se quatro nomes e duas variações da postura
chamada siddhásana, e dão-se dois nomes ao bhadrásana):
bhadrásana, postura virtuosa; dhanurásana, postura do arco;
gomukhásana, postura da face de vaca; gorakshásana, postura
do yogi Goraksha; guptásana, postura escondida (sinônima
de siddhásana); kukkutásana, postura do galo; kúrmásana,
postura da tartaruga; matsyendrásana, postura do yogi Matsyendra;
mayúrásana, postura do pavão; muktásana,
postura que outorga a libertação (sinônima de siddhásana);
padmásana, postura do lótus; paschimottanásana,
postura de alongamento intenso (conhecida igualmente como postura da
pinça); shavásana, postura do cadáver; siddhásana,
postura perfeita; simhásana, postura do leão; svastikásana,
postura auspiciosa; uttánakúrmásana, postura da
tartaruga elevada; vajrásana, postura do diamante (sinônima
de siddhásana); vírásana, postura do herói. |
Ashram |
lugar
dedicado ao desenvolvimento espiritual. |
Astanganamaskarasana |
postura
da reverencia dos oito membros. |
Astavakrasana |
postura
das oito curvas de astavakra. |
Asteya |
"não
roubo". Um dos cinco yamas, preceitos éticos do Yoga. Asteya
significa não roubar, não cobiçar ou invejar bens
ou conquistas de outrem. Não é apenas não roubar,
mas eliminar totalmente o impulso de apoderar-se de objetos (ou idéias)
alheios. O sábio Vyása ensina que "steya significa
pegar ilegalmente coisas pertencentes a outrem. Asteya é abstenção
dessas tendências, mesmo que em pensamento." |
Asvasamcalanasana |
postura
do cavalo em movimento. |
Asvasamcalanasana |
postura
do cavalo em movimento. |
Átman |
"ser".
Eu, ánima, alma, princípio auto-organizador do ser: "Este átman é o
mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m são os três
primeiros estados de consciência, e estes três estados
(vigília, sono e sonho) são os três sons." Maitrí Upanishad,
VIII. A Mundaka Upanishad, I:1,3, diz que o
átman é "aquilo através do qual o universo
inteiro pode conhecer-se". A natureza do átman é sat
chit ánanda: verdade, consciência e bem-aventurança.
O átman é a porção divina do ser, Brahman
ou Paramátman. Na Dhyánabindu Upanishad se diz que assim
como o cheiro está na planta, a manteiga no leite, o óleo
na semente e o ouro na pedra, da mesma forma tudo está imerso
no Brahman, sendo o átman a porção individual dele.
Outra imagem recorrente nos textos é a da lua, que se reflete
em diferentes pontos. Se se observarem esses reflexos, se vêem
muitas luas. Se se olhar para cima, se vê
uma lua só, a real. |
Avasthá |
"estado",
"condição". Existem vários estágios
no caminho do Yoga, que são chamados avasthás. Assim, o
Hatha Yoga Pradípiká distingue quatro estágios na
caminhada: 1) arambhavasthá, "estado inicial", em que
a força kundaliní vence o primeiro obstáculo à sua
ascensão (brahmágranthi); 2) ghatávasthá: "estágio
do pote", em que as duas forças vitais se unem e a kundaliní ascende
até o chakra da garganta (vishuddha); 3) parichayávasthá: "acumulação",
quando começam a ouvir-se os sons sutis (náda); e 4) nishpatti
avasthá, "maturidade", o estágio final, em que
a força vital ascende até o alto da cabeça, e o
yogi se compara ao próprio Deus (Íshvara). De acordo com
a filosofia Vedánta, este termo designa os diversos estados de
consciência: vigília (jágrat), sonho (svapna), sono
(sushupti) e estado transcendente (turíya). A Maitrí Upanishad,
VII:11, descreve esses quatro estados da seguinte forma: "aquele
em que se vê
com os olhos, aquele em que é possível mover-se em sonhos,
aquele em que se dorme profundamente e o que está além
do sono profundo. Esses são os quatro estados. Desses quatro,
o quarto é superior aos demais." |
Avidyá |
"não
saber". Ignorância metafísica. O maior dos obstáculos à iluminação
(samádhi), pois é nele que se originam todos os outros,
conforme o Yoga Sútra. "Para o Sámkhya e o Yoga,
o mundo é real (não é ilusório, como é
por exemplo, para o Vedánta). Entretanto, se o mundo existe e
permanece, isso se deve à "ignorância" do espírito:
as inúmeras formas do Cosmos, assim como seu processo de manifestação
e desenvolvimento, somente existem na medida em que o espírito,
o Si (Purusha) se ignora e, do fato dessa ignorância de ordem metafísica,
surgem o sofrimento e a escravidão."
Mircéa Éliade, Pátañjali et le Yoga, p. 14. |
Ayurveda |
o
mais antigo sistema de medicina do mundo, abordagem verdadeiramente
holística desenvolvida pelas mesmas pessoas que formavam os
sistemas de yoga; a parte do vedas que trata da saúde do corpo. |
Baddhapadmasana |
postura
do lótus bloqueado. |
Baddhayonyasana |
postura
do útero bloqueado. |
Báhya
kúmbhaka |
"retenção
externa". É a fase na qual o aparelho respiratório
permanece totalmente vazio, excetuando obviamente aquele volume de
ar residual que sempre fica nos pulmões. É preciso executar
esta técnica com bastante atenção e cuidado: pessoas
com problemas pulmonares ou cardíacos, especialmente hipertensão,
devem abster-se de fazer retenções demasiado prolongadas,
tanto com os pulmões vazios quanto com eles cheios. O acompanhamento
e a supervisão de um professor qualificado e responsável
são fundamentais em qualquer caso. Psicologicamente, o shúnyaka
produz, partindo do vazio, abstração, receptividade,
consciência dos próprios limites. Ao ser muito prolongado
pode acontecer uma intoxicação por excesso de anidrido
carbônico, muito útil para alcançar estados elevados
de consciência, mas que deve fazer-se unicamente com acompanhamento
de um instrutor competente a fim de evitar efeitos indesejados. |
Bakadhyanasana |
postura
de meditação da garça. |
Bakasana |
postura
da graça. |
Bandha |
"fixação".
A palavra deriva da raiz bandh, que significa ligar, fixar. Contrações
de plexos, nervos, órgãos e glândulas, que funcionam
como interruptores do fluxo energético no organismo. Quatro
são de capital importância: jalándhara (contração
da garganta), uddiyana (contração do abdômen) e
múla (contração do assoalho pélvico). Através
destas contrações o praticante força o ar vital
apána váyu a ascender, e o váyu prána a
descer, confluindo ambos na altura do umbigo. |
Bhadrasana |
postura
auspiciosa. |
Bhadrásana |
"postura
virtuosa". Um dos ásanas descritos nesta obra, que trabalha
a abertura pélvica. Se colocam as plantas dos pés unidas
sob a base do tronco, mantendo os joelhos perto do chão. As
mãos seguram as pontas dos pés. |
Bhairava |
"terrível".
Aspecto terrorífico do deus Shiva. Nome de um adepto mencionado
no Hatha Yoga Pradípiká. |
Bhairava
mudrá |
"selo
de Bhairava". Gesto de meditação, em que o dorso
da mão direita repousa sobre a palma da mão esquerda. |
Bhastriká |
"respiração
do fole". O nome provém da comparação entre
o movimento do abdômen durante a respiração acelerada
e o de um fole funcionando. Este respiratório produz uma oxigenação
muito mais intensa que todos os outros, limpa os pulmões e as
vias respiratórias e é altamente energizante e vitalizante,
podendo eliminar o cansaço e a depressão em poucos instantes.
Sentado com as costas bem eretas, faça por alguns instantes
a respiração abdominal. Aos poucos, comece a acelerar
o ritmo, contraindo ao máximo o abdômen a cada exalação.
Isto deve produzir um ruído bem alto e forte. A inspiração
acontece espontaneamente, quando o diafragma e o ventre se expandem.
Ao expirar, o diafragma se eleva e a musculatura reta abdominal se
contrai vigorosa e rapidamente. Ao inspirar, o abdômen se projeta
para fora. Ao exalar, ele se contrai com força. Você poderá fazer
vários ciclos deste respiratório, contando o número
de exalações. No início serão algumas dezenas,
que você irá
progressivamente aumentando até várias centenas. Após
um certo tempo de prática, quando houver eliminado aqueles sinais
de desconforto decorrentes do exercício (no início poderá sentir
dores nos flancos, na região abdominal ou nas costas), você conseguirá aumentar
ainda mais a duração de cada ciclo. É
aconselhável fazer uma retenção com pulmões
cheios combinada com bandha no final de cada ciclo de bhastriká.
Durante as primeiras vezes que o fizer, a fim de fortalecer e treinar
a sua capacidade vital, sugerimos que você faça o kúmbhaka
juntamente com jihva bandha (contração da língua
no céu da boca) e ashwiní mudrá (contração
ritmada dos esfíncteres do ânus e da uretra). Quando começar
a fazer retenções prolongadas utilize o jalándhara
bandha (contração do queixo no tórax) combinado
com múla bandha (contração dos esfíncteres).
Preste atenção para não contrair a musculatura da
fisionomia nem movimentar os ombros durante o exercício. Efeitos:
fortalece a parede abdominal, aumenta a circulação sangüínea
e tonifica o sistema nervoso. Normaliza as funções dos
aparelhos digestivo e excretor. Oxigena todo o organismo e revitaliza
os tecidos. No plano sutil, provoca um aumento relevante da consciência
de si próprio e da força de vontade. |
Bhramadandasana |
postura
do bastão circular. |
Bhrámárí |
"respiração
da abelha". Inspire rápida e vigorosamente, produzindo
um som reverberante, semelhante ao zumbido do zangão. Expire
muito lenta e suavemente, com um som parecido ao zumbido da abelha." HYP,
II:68. Sente-se em atitude receptiva para praticar. Mantenha as costas
eretas e coloque as pontas dos polegares dentro dos canais auditivos,
fechando firmemente com isto os ouvidos, porém sem provocar
desconforto. A respiração deve fluir entre púraka
e rechaka de forma ampla. Não é aconselhável fazer
retenções. O som a que se refere o texto é um
murmúrio, como se pronunciássemos a letra m de forma
baixa e contínua, imitando o som do vôo de uma abelha.
Comece a emitir esse som na exalação, concentrando-se
nele. Não o faça durante a inspiração.
Se após alguns ciclos você começar a sentir os
braços cansados, junte os cotovelos no peito ou descanse as
mãos sobre os joelhos enquanto estiver inspirando e volte a
colocá-las nos ouvidos quando for exalar. Faça isto de
dez a vinte vezes. Ao encerrar, procure perceber os sons sutis, que
vibram no interior do seu corpo. Efeitos: esse exercício acaba
com o mau humor, ativa o sistema nervoso e tonifica o aparelho respiratório.
Desperta a sensibilidade, clarifica as idéias e detém
as instabilidades do pensamento. É
um excelente preparatório para os exercícios de retração
dos sentidos e concentração. |
Bhujamgasana |
postura
da serpente. |
Bhujamgasana |
postura
da serpente. |
Bhujangí |
"serpente",
um sinônimo de kundaliní. |
Bhumipadamastakasana |
postura
da cabeça e dos pés no solo. |
Bhunamanasana |
postura
curvada para o solo. |
Bindu |
"ponto",
"gota". Esta palavra possui diversos significados: por um lado,
o bindu designa o centro a partir do qual se expande o Universo, lugar
em que se unem todas as formas de manifestação da Prakriti.
O bindu representa igualmente o som transcendental do Absoluto. No Hatha
Yoga e no Tantra, designa o sêmen ou o fluxo vital masculino, que
precisa ser retido ou reabsorvido durante o intercurso sexual ritual
(maithuna). |
Brahmá |
"o
incomensurável". Na mitologia, o primeiro deus da tríade
hindu, sendo os outros dois Vishnu e Shiva. Brahmá é chamado
Prajapati, pai e Senhor das criaturas. Nasceu do ovo cósmico,
Hiranyagarbha, e emana do umbigo de Vishnu quando este dormita sobre
as águas causais, para criar o Universo. Após a criação,
o mundo permanece inalterado por um período de 2:160.000.000
anos, que equivale a um dia na vida do deus. Após esse dia,
ele dorme, Shiva começa a dançar a dança do fim
dos tempos e o universo se reabsorve na matéria primordial.
Ao despertar, Brahmá restaura novamente a criação.
Este processo se repete até completar o período da existência
do deus, que vive 100 anos. O número de anos terrestres da vida
do deus tem 15 dígitos. No fim deste ciclo, o cosmos e os próprios
deuses se reabsorbem no processo chamado mahaláyá, a
grande dissolução. |
Brahmacaryasana |
postura
do brahmamacarin. |
Brahmachari |
"servidor
de Brahmá". Aquele que pratica a castidade (brahmacharya). |
Brahmacharya |
"conduta
brahmínica". Continência, celibato. Um dos cinco
yamas do Rája Yoga. O não desvirtuamento da sexualidade
pode interpretar-se tanto como total e absoluta abstinência sexual
quanto não dissipação da energia através
do orgasmo. Em ambos os casos pretende-se, embora por meios diferentes,
refrear a força geradora, a fim de entesourá-la para
a evolução no sádhana (prática espiritual).
O estudioso Alain Daniélou, em seu livro Shiva e Dionisos (p.
98) sustenta a seguinte opinião sobre este conceito: "Emprega-se
hoje a palavra brahmacharya com o significado de casto, mas a castidade é uma
noção ambígua. Nenhum homem é casto, já que
de uma maneira ou de outra emite periodicamente seu sêmen, nem
que seja dormindo. O que é proibido ao brahmachari não
são as práticas sexuais, são os vínculos
e particularmente os atos reprodutores, que, por suas conseqüências,
o ligam à sociedade, privando-o da sua liberdade. O brahmachari
não deve ter relacionamentos que impliquem riscos de concepção.
Deve ser, de qualquer modo, econômico com seu sêmen, consagrando-se
ao estudo." |
Brahmágranthi |
"nó
de Brahmá". Primeiro dos três granthis, "nós
energéticos" do corpo sutil, situado no múládhára
chakra, primeiro centro psicoenergético, na base da espinha dorsal.
Alguns autores localizam o brahmágranthi no chakra cardíaco
(anáhata). Ver granthi. |
Brahman |
"aquele
que se expande". A alma suprema do universo, da qual todos os
seres e objetos emanam. Absoluta, eterna e auto-existente, esta alma
cósmica é o ponto onde a criação começou
e o ponto onde ela se dissolverá no fim das eras. Esta essência
divina é imutável, eterna, onipresente, não criada,
sem início nem fim, ilimitada e imperceptível. No Satapatha
Brahmana, no entanto, aparece como o criador ativo do mundo. Infinito
em suas manifestações, ele está presente tanto
nos deuses, homens e animais, como nas coisas mais simples e banais.
O Brahman é o objeto de meditação usado pelos
yogis que aspiram a absorver-se nele. Muitas das Upanishads tratam
sobre a natureza da alma suprema. Às vezes, recebe o nome de
Kalahansa, o cisne do tempo. |
Brahmárandhra |
"abertura
de Brahman", a abertura do canal axial (sushumná nádí),
no topo da cabeça, que corresponde no plano psíquico à sutura
frontal craniana. O brahmárandhra é um dos pontos nos
quais o yogi deve meditar. Enquanto alguns autores consideram este
vocábulo sinônimo de sushumná nádí,
o canal central ao longo da coluna vertebral, para outros ele é a
extremidade superior desta nádí, no sahásrara
chakra, que fica no topo da cabeça. |
Cakrasana |
postura
da roda. |
Candrasana |
postura
da lua. |
Chaitanya |
"consciência",
"inteligência". Mente transcendental, essência
do Ser, psiquismo, intelecto. Segundo o Sámkhya, manas, a mente
como sede dos pensamentos e das idéias é apenas um dos
componentes que constituem a consciência (chittabhúmi). |
Chakra |
"roda",
"disco". Os chakras são centros de captação,
armazenamento e distribuição da força vital no corpo
sutil. O organismo funciona como um receptor de prána cósmico,
captando energia do ambiente através dos chakras. Existem milhares
de pequenos chakras no corpo, chamados marmas na medicina ayurvêdica,
porém, para efeitos da prática, importam os sete principais,
que estão ao longo da coluna vertebral e na cabeça. Desses
sete centros, os primeiros seis correspondem ao plano energético,
e o último ao plano etérico. Eles são: múládhára,
swádhisthána, manipura, anáhata, vishuddha, ájña
e sahásrara chakra. A aparência deles é circular
e brilhante, como se fossem pequenos CDs de quatro ou cinco dedos de
largura, que giram vertiginosamente em ambos sentidos. Cada um tem associados
uma série de propensões mentais (vrittis), uma forma, uma
cor, um veículo, uma deidade e um bíja mantra, isto
é, um som semente, ao qual responde. São representados
com um número definido de pétalas, sobre as quais aparecem
inscritos fonemas do alfabeto sânscrito, os bíjas menores,
que representam as manifestações sonoras do tipo de energia
de cada chakra. Dessa forma, cada sílaba de cada mantra estimula
uma pétala definida de um chakra. Existe uma analogia entre esses
centros e os diversos plexos do corpo físico, mas é um
erro querer identificá-los com as diversas partes da anatomia
humana. |
Chalana |
"sacudida".
Uma técnica de manipulação da energia vital. Ver
shaktíchalana. |
Chandra |
a
lua. |
Chandrabheda
pránáyáma |
"atravessar
a lua". Este exercício estimula a nádí lunar,
chandra ou ídá nádí. Se inspira pela narina
lunar, a esquerda, e se exala pela narina solar. Efeitos: este exercício
só deve ser feito em caso de indicação expressa
do guru, pois ele envolve certos riscos. É completamente seguro
ativar a corrente prânica solar, pingalá nádí,
fazendo súryabheda pránáyáma, porém
pode ser perigoso ativar ídá nádí, a corrente
de polaridade negativa, fazendo este exercício. Acontece que
se for exacerbada a atividade de ídá nádí,
sua energia descendente pode deixar a consciência totalmente
introvertida e fazer com que o corpo entre em estado letárgico.
Não se deve fazer súryabheda e chandrabheda pránáyáma
no mesmo dia. |
Chitta |
"consciência".
No Yoga Sútra, chitta é a o poder interno que cria as
sensações de cognição e retenção.
Segundo a filosofia Sámkhya, compreende os três instrumentos
internos de conhecimento: buddhi, ahamkára e manas; o intelecto,
o ego e o pensamento (anatahkarana). No Hatha Yoga, a palavra chitta
pode ser sinônima de buddhi, intelecto superior. Uma das descobertas
mais originais dos hathayogis é o vínculo estreito que
existe entre consciência e respiração:
"Aquele que detém o alento detém também o pensamento.
Aquele que domina o pensamento domina igualmente o prána." HYP,
IV:21. |
Dhanurasana |
postura
do arco. |
Dhanurásana |
"postura
do arco". Uma posição de flexão frontal descrita
no Hatha Yoga Pradípiká: sentado, com uma perna estendida
no chão à frente do corpo e segurando o dedo maior desse
pé com a mão do mesmo lado, deve elevar-se o outro pé até a
altura do ouvido sustentando-o com a outra mão, como se se estivesse
tensionando a corda de um arco. Este ásana recebe igualmente
o nome de karna dhanurásana ("postura do arco no ouvido"),
para diferencia-lo do dhanurásana mais conhecido nos dias de
hoje, que é uma hiperextensão da coluna vertebral, deitado
de bruços no chão e segurando os tornozelos com as mãos. |
Dharanasana |
postura
da sustentação. |
Dharmikasana |
postura
do devoto. |
Dhatu |
"constituinte".
No sistema de saúde Ayurvêdico, ciência irmã do
Yoga, define os sete elementos corporais: pele, sangue, carne, gordura,
osso, medula e sêmen. Às vezes, a palavra dhatu denota
o principal constituinte do corpo, que é o néctar da
imortalidade (amrita). Pode igualmente fazer referência aos três
humores corporais, vata, pitta e kapha. Ver dosha. |
Dhauti |
"limpar",
"purificar". Segundo o Gheranda Samhitá, o dhauti compreende
quatro grupos de técnicas de purificação das mucosas
e dos órgãos internos: 1) antar dhauti, técnicas
para a limpeza dos órgãos internos; 2) danta dhauti, exercícios
para asseio dos dentes; 3) hrid dhauti, que é descrito como purificação
do coração, mas que também atua sobre os órgãos
internos; e 4) múla shodhana, lavagem do reto. O Hatha Yoga Pradípiká não
menciona essas categorias, mas descreve o dhauti como uma técnica
de purificação do aparelho digestivo que se faz engolindo
uma longa tira de pano (esta técnica recebe também o nome
de vaso dhauti). |
Dolasana |
postura
do pêndulo. |
Dosha |
na
medicina indiana (Ayurveda), os três humores do corpo, que se
constituem pela interação entre os cinco elementos: vata
(ar e espaço), pitta (fogo) e kapha (água e terra). O
equilíbrio dos doshas possibilita o correto funcionamento fisiológico. |
Drutahalasana |
postura
dinâmica do arado |
Dundubhi |
um
tipo de tambor. |
Dvihastabinujamgavana |
postura
da cobra com duas mãos. |
Dvikonasana |
postura
em dois ângulos. |
Dvipadakanjarasana |
postura
da barriga e dos dois pés. |
Dvipadarirsasana |
postura
da cabeça com dois pés. |
Dvipadasetubandhasana |
postura
da ponte em dois pés. |
Ekahastabhujamgasana |
postura
da cobra numa mão. |
Ekapactasirsasana |
postura
da cabeça com um pé. |
Ekapadabakadhyanasana |
postura
de meditação da garça num pé. |
Ekapadangusthasana |
postura
sobre o hálux (dedão) de um pé. |
Ekapadapadmasana |
postura
do lótus com um pé. |
Ekapadapadmottanasana |
postura
ereta do lótus com um pé. |
Ekapadapranamasana |
postura
da reverencia num pé. |
Ekapadasana |
postura
num pé. |
Ekapadasetubandhasana |
postura
da ponte num pé. |
Gajakarani |
"técnica
do elefante". Prática que consiste em elevar a força
vital chamada apána e provocar a vomição, expelindo
todo o conteúdo do estômago. Esta prática ajuda
a manter o controle sobre as correntes prânicas (nádís).
Embora não esteja catalogado no Hatha Yoga Pradípiká como
uma técnica de purificação (shatkarma), pertence
obviamente a essa categoria. Em outras obras recebe o nome do vamana
dhauti. |
Gangá |
nome
sânscrito do rio Ganges. |
Garbhasana |
postura
do embrião. |
Garudasana |
postura
do (pássaro) garuda. |
Ghatávasthá |
"estágio
do pote". O segundo dos quatro estágios na senda do Yoga. É um
estado meditativo em que os fluxos prânicos prána e apána
permanecem unidos com náda e bindu (o som sutil e sua causa),
e com a alma individual e a alma universal (átman e Páramátman). |
Ghee |
manteiga
clarificada, largamente utilizada na culinária indiana. Apresenta
uma série de vantagens sobre as manteigas normais, como o fato
de não estragar facilmente, não ferver a baixas temperaturas
e ser mais saudável. A preparação do ghee é muito
simples: leve ao fogo médio em banho-maria um pacote de manteiga
sem sal. Quando a manteiga começar a derreter, abaixe o fogo,
continue fervendo-a e retire a cada 15 minutos a espuma que se forma
na superfície do líquido. Cozinhe durante 30 a 40 minutos,
desligue o fogo e deixe esfriar. Quando tiver esfriado, mas ainda em
estado líquido, coloque o ghee em um recipiente adequado depois
de eliminar cuidadosamente o sedimento depositado no fundo da panela. |
Go |
vaca. |
Gomansa |
carne
de vaca. |
Gomukhasana |
postura
da cara de vaca. |
Gomukhásana |
"postura
da cara de vaca". Um dos dezesseis ásanas descritos nesta
obra, que consiste em colocar o pé direito do lado do glúteo
esquerdo e o pé esquerdo junto ao direito. Atualmente, gomukhásana
se faz unindo as mãos atrás das costas, com um cotovelo
elevado e o outro para baixo. |
Gopi |
vaqueira. |
Goraksha |
ou
Gorakshanatha "protetor das vacas". Um dos grandes mestres
de Yoga da nossa era, que viveu provavelmente no século IX d.C.
no norte da Índia, provavelmente no Punjab. Pertence à tradição
adinatha e fundou a ordem dos kanphata yogis. Mestre de Matsyendra,
foi um dos mestres que deu ao Hatha Yoga a forma que ele tem hoje.
Atribui-se a ele a composição de várias obras
sobre Yoga, como o Goraksha Samhitá, o Amaraugha Parbodha e
o Siddha Siddhánta Paddati. Em algumas partes da Índia
ele é venerado como um deus. |
Gorakshásana |
"postura
de Goraksha". No Hatha Yoga Pradípiká, o gorakshásana é uma
variação da postura virtuosa, bhadrásana. No Gheranda
Samhitá esse nome designa outra postura de meditação. |
Granthi |
"nó".
Os granthis são obstáculos à ascensão da
energia psíquica, kundaliní. Durante o processo do despertar,
ela encontrará três obstáculos ao longo da sushumná
nádí, localizados no múládhára chakra
(brahmágranthi), anáhata chakra (vishnugranthi) e ájña
chakra (rudragranthi). O yogi precisa de muita perseverança na
prática para neutralizar cuidadosamente essas forças hostis,
sem produzir um arrombamento energético, pois eles estão
ao longo do caminho precisamente para prevenir despertamentos indesejados.
Se formos pensar na correspondência entre a localização
destes nós e as tendências subconsicientes latentes (vrittis)
em cada centro, poderíamos identificar esses obstáculos
com as disposições afetivas inerentes a cada um deles:
os laços da pulsação sexual (primeiro granthi, no
múládhára chakra), do amor e da auto-estima (segundo
granthi, no anáhata chakra) e da soberba e o orgulho intelectual
(terceiro granthi, no ájña chakra). |
Grivasana |
postura
da nuca. |
Gulma |
inchaço
crônico do fígado ou de outro órgão abdominal. |
Guna |
"atributo".
Originalmente, esta palavra designava a corda de um arco. Os gunas
são as qualidades que definem, através da sua interação,
todo o mundo manifestado. Os estados da realidade, as formas de manifestação
que assume Prakriti, a natureza, são três: tamas, imobilidade,
inércia; rajas, atividade, ação; e sattwa, equilíbrio,
perfeição: "As fases de buddhi em forma de sattwa,
rajas e tamas, interagindo entre elas, dão lugar à experiência
da paz, da intensidade ou da insensibilidade. Os produtos dos gunas
estão em estado fluido, sempre em movimento. Por isso, a mente é chamada
'aquela que muda rápido.'" Vyása, Yoga Bháshya,
II:15. |
Gunasana |
postura
da corda. |
Guptapadmasana |
postura
do lótus oculto. |
Guptásana |
"postura
secreta". Outro nome do siddhásana, a postura de meditação
por exelência. |
Guru |
"pesado".
A palavra guru (mestre) pode interpretar-se como aquele cujo julgamento
tem peso. No Yoga hindu, o guru desempenha um rol axial no ensinamento
do Yoga, como deixa claro o Shiva Samhitá (III:11): "Somente
o conhecimento transmitido pela boca do guru pode dar frutos." No
contexto do Yoga, o mestre é considerado com o maior respeito
e reverência. Entretanto, o fato de serem poucos os mestres realmente
iluminados e muito numerosos os charlatões, levou o autor do
Kularnava Tantra a fazer a seguinte afirmação nesta obra
(XIII:106-108): "Há muitos mestres na terra que ensinam
coisas que não tem a ver com o Ser, mas é difícil
encontrar um mestre que de fato revele o Ser. Muitos são os
gurus que livram seus discípulos das riquezas, mas raro é
o guru capaz de remover as aflições do discípulo.
O verdadeiro mestre é
aquele através de quem flui a felicidade suprema. O homem inteligente
deve escolher tal pessoa como seu mestre, e nenhuma outra." |
Halasana |
postura
do arado. |
Hálux |
dedão. |
Hamsasana |
postura
do cisne. |
Hastapadangusthasana |
postura
do hálux (dedão do pé) e da mão. |
Hastapadasana |
postura
dos pés e das mãos. |
Hastottanasana |
postura
da extensão das mãos. |
Hastottanasana |
postura
de extensão das mãos. |
Hatha |
"força".
Violência, esforço físico extremo, algo que está contra
a inclinação natural. Entretanto, existe ainda uma interpretação
esotérica deste termo: segundo o autor do Goraksha Paddhati,
um comentário do Gorakshasataka, a palavra hatha derivaria das
sílabas ha, sol, e tha, lua, donde podemos inferir que este
sistema almeja a integração das forças solar (masculina)
e lunar (feminina) dentro do indivíduo. |
Hatha
Yoga |
"Yoga
da força", também chamado Hathavidyá, "ciência
do esforço". Método de Yoga que almeja o despertar
da energia potencial através do aperfeiçoamento e da
purificação do corpo físico, da manipulação
da força vital e das técnicas contemplativas. Embora
este sistema se apresente como sendo complementar do Raja Yoga, as
práticas de concentração, meditação
e iluminação estavam incluídas desde o início
em suas premissas. |
Hathavidyá |
"conhecimento
do Hatha", outro nome do Hatha Yoga. |
Hathayogi |
o
praticante de Hatha Yoga. |
Ídá nádí |
"canal
do conforto". Nome de um dos principais canais energéticos
do corpo sutil, de polaridade lunar ou negativa, simbolizada pela cor
branca. Inicia no chakra da raiz (múládhára),
na base as espinha e ascende ao longo da coluna, entrelaçando-se
com o canal solar, pingalá nádí, e atravessando
os principais chakras, até chegar na narina esquerda. Transporta
e distribui a energia de polaridade negativa: o apána. Está associada à energia
lunar, de caráter suave e descendente, e ainda à introversão,
atenção, frescor, feminilidade, passividade, subjetividade,
intuição. |
Indriya |
"relativo
ao rei dos deuses (Indra)". Os órgãos dos sentidos,
faculdades ou atividades sensoriais: audição, visão,
olfato, tato e paladar. Segundo a tradição yogue, os
sentidos são a mais poderosa influência sobre o homem,
podendo ser utilizados como uma escada para a transcendência
ou um veículo para a perdição. Afirma o deus Krishna
na Bhagavad Gítá: "O homem que detém seu
pensamento nos objetos dos sentidos desperta em si mesmo a inclinação
por eles. Da inclinação nasce o desejo; do desejo, a
cólera; da cólera, a desordem mental; da desordem mental,
a confusão da memória; da confusão da memória,
a perda do discernimento; pela perda do discernimento o homem se perde
completamente. Mas o homem disciplinado que se relaciona com os objetos
exteriores através dos sentidos, livres de atração
e repulsão, subordinados ao Eu, alcança a serenidade." (II:62-64). |
Íshitritva |
"soberania".
Um dos oito poderes paranormais (siddhis) que consiste na capacidade
de manipular os elementos da natureza. |
Íshvara |
"Senhor".
Proto-yogi, modelo arquetípico do praticante de Yoga. Na metafísica
tântrica aparece identificado com o bindu; nas interpretações
do Sámkhya e do Yoga Sútra, Íshvara adquire o
status de deus supremo. "Íshvara não é, em
suma, senão um arquétipo do yogi: um Macro-yogi; muito
provavelmente, patrono de algumas seitas yogues. De fato, Pátañjali
esclarece que Íshvara foi o guru dos sábios das épocas
imemoriais; porque, acrescenta, Íshvara não está
condicionado pelo tempo. (...) Numa dialética da liberação,
na que não era necessário que figurasse, Pátañjali
introduz um "Deus" ao qual concede, é verdade, um papel
bastante modesto: Íshvara pode facilitar a obtenção
do samádhi a quem o tome como objeto de concentração.
(...) Pátañjali teve que introduzir Íshvara no Yoga
porque Íshvara era, por assim dizer, um dado experimental: os
yogis recorriam efetivamente a Íshvara, embora tivessem podido
liberar-se mediante a observância exclusiva das técnicas
do Yoga. (...) O que resulta notável é o papel cada vez
mais ativo que desempenha Íshvara entre os comentadores tardios." Mircéa Éliade,
El Yoga. Inmortalidad y Libertad, pp. 66 e 67. |
Íshvarapranidhána |
"consagração
a Íshvara". Quinto preceito ético (niyama) do Yoga
clássico. A prática de Íshvara pranidhána
consiste em tomar esse modelo como objeto de meditação.
Íshvara pranidhána também significa entregar as
ações e seus frutos a uma vontade superior à própria.
Pode entender-se como auto-aceitação no momento presente
ou ainda como serviço à Humanidade. |
Íshvarí |
"Senhora".
Outro nome da força psíquica potencial, kundaliní. |
Jalándhara |
"fecho
que controla as redes", também chamado kantha samkochana,
"contração da garganta". Técnica que consiste
em recolher o queixo em direção à depressão
jugular, na base da garganta. Usa-se durante as retenções,
facilitando sua execução e evitando tontura, zumbidos nos
ouvidos ou desvanecimento. Opera o controle sobre as correntes prânicas,
daí o nome. Atua no cérebro, através da tração
na parte superior da coluna vertebral, estimulando as glândulas
endócrinas, regulando o fluxo de ar e prána na região
do coração e ativando os canais sutis ídá e
pingalá. |
Janusirsasana |
postura
da cabeça no joelho. |
Japa |
repetição
mental ou verbal de um mantra com o objetivo de atingir estados superiores
de consciência. A repetição do mantra pode fazer-se
de três maneiras diferentes: em voz alta, na forma de um murmúrio
quase inaudível, ou mentalmente. A mais forte é a última.
Todas elas possuem uma estreita relação com a respiração,
o pránáyáma e o mátra (ritmo). O Kularnava
Tantra, XI:19, aconselha:
"durante o japa deve evitar-se toda preguiça, bocejo, sono,
espirro, salivação, medo, movimento ou emoção.
O mantra nada dá se houver comida em excesso, conversação
incoerente, falatório, autoritarismo, apego aos demais ou instabilidade...
Durante o japa devem evitar-se a inércia, a aflição,
a atividade desnecessária, a imaginação desvairada
e a ventosidade. Fique em paz, seja limpo e frugal com a comida, durma
no chão (colchão duro), seja devoto, com pleno controle
e livre das dualidades, com a mente estável, silencioso e com
autocontrole, e então, faça japa." |
Jihva
bandha |
"contração
da língua". Técnica que consiste em pressionar a
língua contra a raiz dos dentes superiores. Quando a língua
obstrui o duto de confluência entre as narinas e a garganta,
este bandha recebe o nome de khecharí mudrá. |
Jivanmukti |
"liberado
vivo", aquele que alcançou a libertação pelo
Yoga: "Aquele que está
como dormido, tanto no sono como na vigília, sem respirar e imóvel, é
verdadeiramente livre. Aquele cujos sentidos não se agitam, cuja
mente e respiração se absorvem no próprio ser, que
está como morto, se chama jívanmukti, o que se liberta
em vida. Não ouve, não cheira, nem toca nem vê; tampouco
conhece o prazer ou a dor, nem exercita a mente. Como um tronco de madeira,
não conhece nada nem é consciente de nada; está unicamente
absorvido em Shiva, está em samádhi. Kularnava Tantra,
VI:4 |
Jñána |
"conhecimento",
"sabedoria". Esta é uma palavra que pode utilizar-se
tanto em contextos seculares como sagrados. Pode fazer referência
tanto a conhecimento de cunho intelectual como a conhecimento divino.
Afirma a autora Tara Michaël: "Todas as disciplinas yogues
têm um valor instrumental para restabelecer o espírito em
sua pureza inata e permitir assim que o Conhecimento resplandeça,
abolindo para sempre a ignorância congênita que consiste
em 'tomar o que é impermanente por permanente, o que é impuro
por puro, o que está entremeado de sofrimento por felicidade,
e o que não é o Eu pelo Eu.' Yoga Sútra, II:5." O
Yoga, p.141. |
Jvesthasana |
postura
excelente. |
Kaivalya |
"isolamento".
Libertação através do samádhi, estado de
transcendência de todos os condicionamentos. O kaivalya é aquilo
que permanece quando a mente inferior (manas) foi dissolvida através
das práticas de concentração. Kaivalya é
sinônimo de moksha. |
Kakasana |
postura
do corvo. |
Kála |
"segmento",
"parte". Tempo, destino, uma das categorias da existência.
No Hatha Yoga, esta palavra designa também a potencialidade do
som sutil e sua origem (náda e bindu). Um dos nomes de Shiva,
o criador mítico do Yoga. |
Kalakuta |
um
tipo de veneno. |
Kalpavriksha |
a árvore
mítica dos desejos, capaz de realizar todos os objetivos. |
Kámadeva |
o
deus do amor. Na mitologia, Kámadeva é Eros, o deus do
amor indiano, representado como um jovem belo e vigoroso que porta
um arco e uma aljava com cinco flechas de lótus que simbolizam
os cinco sentidos. |
Kámávasáyitvam |
"moradia
do desejo". Poder paranormal que outorga a capacidade de realizar
qualquer desejo. |
Kamdharasana |
postura
do pescoço. |
Kanda |
"bulbo".
Também chamado kandasthána, é o ponto de origem
da rede de canais prânicos no corpo sutil. Fica logo acima do
períneo e possui forma oval, como os lingams de pedra. Configura
a conjunção das nádís, os canais da força
vital, entre o múládhára e o manipura chakra.
Corresponde ao ponto que a medicina e as artes marciais chinesas chamam
hara, no centro geográfico do corpo. As pétalas do múládhára
chakra se abrem a partir da sua base. A cauda eqüina, o grupo
de filamentos nervosos que se espalham a partir da região dorsal
da coluna é a estrutura que corresponde ao kanda no corpo físico. |
Kapálabháti |
"crânio
brilhante". Uma das purificações do organismo, que
proporciona uma limpeza total das vias respiratórias. Elimine
todo o ar dos pulmões. Inspire lenta e profundamente e, sem
reter o ar, expire vigorosamente pelas narinas, fazendo bastante ruído
e contraindo com força o abdômen. Volte a inspirar de
forma completa, com suavidade, e solte o ar outra vez com vigor, mas
sem contrair a musculatura facial nem movimentar os ombros. Faça
isto pelo menos dez vezes. A posição sentada deve ser
perfeitamente firme, para evitar oscilações devidas à força
da exalação. É aconselhável utilizar um
lenço debaixo das narinas, pelo menos durante os primeiros ciclos,
para reter nele o excesso de mucosidade que será eliminado durante
o exercício. Efeitos: o kapálabháti limpa instantaneamente
as vias respiratórias. Fortalece o sistema nervoso e tonifica
o organismo, regulando o seu metabolismo. Proporciona excelente oxigenação
cerebral, limpando e purificando os pulmões e revigorando os
órgãos internos e a musculatura abdominal. Produz um certo
estado de euforia, aumenta a confiança em si próprio e
a capacidade de controlar a mente. Desperta a faculdade da percepção
sutil. |
Kapalasana |
postura
do crânio. |
Kapálika |
"portadores
do crânio". Nome de uma seita shivaísta cujos adeptos
carregam um crânio humano, como símbolo do desapego à vida
material, mas que também é utilizado para o não
menos nobre propósito de fazer as refeições. |
Kapálin |
um
mestre de Hatha Yoga. |
Kapha |
fleuma,
um dos três humores corporais (doshas) mapeados pelo sistema
de saúde ayurvêdico, ciência irmã do Yoga.
O kapha dosha é descrito como sendo pesado, frio, oleoso e doce. |
Kaphadosha |
o
mesmo que kapha. |
Karaní |
"fazer".
Realizar alguma ação. |
Karma |
"ação".
Este vocábulo deriva da raiz kr, que significa fazer, agir,
criar. Karma pode traduzir-se como ação ou dever moral,
o resultado das ações, a lei de causa e efeito. A teoria
do karma afirma que a ação e a reação configuram
dois aspectos da mesma realidade. Ao mesmo tempo, a noção
de karma não tem nada a ver com fatalismo ou determinismo (embora
o efeito esteja potencialmente contido na sua causa): muito pelo contrário, é uma
realidade que pode ser modificada, uma espécie de destino maleável.
Swámi Vivekánanda definiu o karma como "a eterna
afirmação da liberdade humana. Nossos pensamentos, nossas
palavras, nossos atos, são fios de uma rede que tecemos ao redor
de nós mesmos." Ou seja, o homem é intrinsecamente
livre e responsável pelas suas ações. O Satapatha
Brahmana, VI:2.2,27, um dos mais profundos e antigos textos vêdicos,
afirma que "todos os homens neste mundo nascem moldados por si
mesmos." Estamos criando a nós mesmos a cada instante e
podemos, através de um ato de vontade, nos transformar e transformar
conseqüentemente nosso futuro. |
Katicakrasana |
postura
da cintura e das ancas. |
Kedara |
residência
mítica do deus Shiva. |
Kevala |
"puro",
"absoluto". O kevala kúmbhaka acontece no estágio
mais avançado do Yoga, quando a respiração cessa,
sem movimento inspiratório ou expiratório. O praticante
pode retê-la espontaneamente pelo tempo que desejar. Isto ocorre
quando o prána pára de fluir por ídá e pingalá,
passando a circular apenas por sushumná, que entra assim em atividade. "Nada
nos três planos da existência é impossível
de se alcançar para aquele que detém o domínio do
kevala kúmbhaka e possui a faculdade de reter a sua respiração
como desejar." HYP, II:74. O kevala kúmbhaka é a meta
do pránáyáma: acontece quando a força kundaliní está desperta. É o
resultado do despertar da consciência do corpo sutil. Após
ter adquirido o domínio total dos vrittis (instabilidades da consciência)
e do plano subconsciente (swápna) através do sahita kúmbhaka,
o yogi passa a ser swámi, "senhor de si mesmo". Havendo
despertado nos três planos da existência, advém a
faculdade da onisciência. Não é uma técnica
em si, mas uma conseqüência própria dos pránáyámas,
notadamente os ritmados. O ritmo inicialmente regulará as pulsações
do corpo, para em seguida aquietá-las. Quando o corpo se aquieta,
cessa também a turbulência da consciência. Aparentemente
o yogi está imóvel, ausente, mas, interiormente, ele está despertando
a maior força existente no ser humano, que se manifesta como energia,
expansão da consciência, hiperlucidez e bem-aventurança
infinita. "Quando o yogi consegue, segundo a sua vontade, regular
o ar e deter a respiração (em qualquer momento e durante
o tempo desejado), então logrará sem dúvida o sucesso
no kúmbhaka; e tendo sucesso no kúmbhaka, que coisas não
poderá realizar o yogi?" Shiva Samhitá, III:39. |
Khecharí |
"que
se move no espaço". Contração que consiste
em obstruir a passagem do ar pela garganta, voltando a língua
para cima e para trás, confortavelmente e sem forçar.
Este exercício se sustenta durante bastante tempo em algumas
meditações, pelo que o relaxamento completo é fundamental.
Consiste em retrair a língua de forma que a ponta fique pressionando
o palato mole, no céu da boca. Com a prática, a língua
se alonga até alcançar a cavidade posterior à úvula,
onde se situa o triveni, o ponto de confluência das três
principais nádís: sushumná, idá e pingalá.
Simultaneamente, através desta pressão produz-se uma
massagem indireta nas glândulas pineal e pituitária. Perseverando
na prática, começam-se a sentir diferentes sabores: alcalinos,
amargos, lácteos, e finalmente, o gosto do néctar (amrita).
Antigamente, alguns yogis tinham o costume de cortar o freio da língua
para poder atingir mais facilmente o triveni. É muito útil
para prolongar o kúmbhaka e para fazer concentração. |
Klesha |
"dor".
Os kleshas são os aspectos dolorosos da consciência, as
misérias existenciais: "Ignorância, egoísmo,
exaltação das paixões, aversão e medo da
morte são os cinco kleshas. A ignorância é a causa
dos outros quatro, estejam eles em estado latente, atenuado, intermitente
ou ativo." Yoga Sútra, II:3-4. O comentarista Vyása
explica: "As aflições ou misérias são
as cinco formas de conhecimento errôneo. Quando elas se manifestam
fortalecem o equilíbrio dos gunas, produzem as mudanças,
colocam em movimento o fluxo de causa e efeito e, combinadas, produzem
os frutos das ações. No presente contexto, a ignorância é indicada
como o caldo de cultivo onde se manifestam o egoísmo e as outras
misérias, em estado latente, intermitente ou ativo. Todos os
kleshas são variedades da ignorância, pois eles estão
permeados pela ilusão. Quando um objeto está colorido
pela ignorância, os outros kleshas se manifestam naturalmente.
As aflições se experienciam em presença da ignorância
e se dissipam quando ela é atenuada." Yoga Bháshya,
comentário dos sútras II:3 e II:4. |
Konasana |
postura
do ângulo. |
Kshana |
"momento",
"instante". No Hatha Yoga Pradípiká, um kshana
define um período de 24 minutos. No Yoga Bhashya, um tratado que
comenta o Yoga Sútra do sábio Pátañjali,
o autor afirma que um kshana é o lapso que transcorre durante
o deslocamento de um átomo de uma posição para outra. |
Kukkutasana |
postura
do gato. |
Kukkutásana |
"postura
do galo". É um dos ásanas de mais difícil
execução, pois combina flexibilidade extrema na bacia,
nos joelhos e mãos com força e equilíbrio nos
braços. Consiste em assumir padmásana, a postura do lótus,
e passar os antebraços até acima da linha dos cotovelos
nos espaços entre os joelhos. Feito isso, as palmas ficam apoiadas
no chão e o corpo em equilíbrio elevado nelas. |
Kúmbhaka |
"jarro
de água". É a retenção do fluxo respiratório
com os pulmões cheios de ar e prána. Em alguns textos
esta retenção recebe o nome de antara kúmbhaka
ou retenção interna, por oposição à retenção
externa, shúnyaka ou báhya kúmbhaka. O kúmbhaka
ocupa um lugar de destaque dentro da prática do pránáyáma,
pois é durante a retenção que se processa a absorção
da energia vital. Para fazer a suspensão, é preciso primeiramente
fechar a glote através do jalándhara bandha. O tempo
desta retenção pode variar. Evite suspender a respiração
durante demasiado tempo, pois isto pode provocar palpitações,
taquicardia e respiração ofegante. O ritmo de evolução
nos pránáyámas deve ser metabolizável:
não se deve forçar além dos limites naturais do
organismo. A melhor forma de reter o ar é evitando encher os
pulmões até o limite. Exercícios acompanhados
de kúmbhaka têm por objetivo aumentar o tônus do
organismo e estimular as funções fisiológicas.
Nas primeiras práticas pode ocorrer uma ligeira tonteira, devido à hiper-oxigenação
cerebral, que é
completamente normal, embora não esteja demais consultar o seu
instrutor para corrigir eventuais erros de execução. |
Kundalí |
"enroscada".
O mesmo que kundaliní. |
Kundaliní |
"serpentina".
Kundaliní é a forma em que Shaktí, a energia primordial
está presente no ser humano: a energia ígnea que permanece
em estado latente na base da coluna na forma de uma serpente. "Ela,
a encantadora do mundo, brilha como um relâmpago; o seu doce
murmúrio parece-se com o indistinto zumbido de milhares de abelhas
loucamente enamoradas. Ela é a fonte de toda palavra. Ela é quem
mantém a todos os seres do mundo através da inspiração
e da expiração, e refulge na superfície do múládhára
chakra como uma corrente de luzes brilhantes." Satchakra Nirúpana,
10. Iconograficamente a kundaliní se representa, dentro do homem,
como uma serpente adormecida, enrolada três vezes e meia em torno
do lingam (o falo, símbolo do poder gerador masculino), e obstruindo
com a sua cabeça a entrada da sushumná nádí,
o canal mais importante dos que veiculam os alentos vitais, encontrando-se
na base da coluna vertebral, no chakra chamado múládhára.
O despertar da kundaliní e a sua ascensão pela sushumná nádí produz
um calor muito intenso, e a sua passagem através dos chakras
desenvolve os poderes latentes inerentes a cada um deles. A técnica
para despertar kundaliní consiste em concentrar o prána
em idá e pingalá nádí, e em levar essa
energia para o múládhára chakra. Através
de determinados ásanas, visualizações, manipulações
da energia por meio de bandhas e mudrás, o yogi faz com que
ela chegue até onde reside a kundaliní. Ali acontece
o despertar e desenvolvem-se os fenômenos subseqüentes:
ascensão pela sushumná nádí e samádhi,
que acontece quando a serpente penetra o sétimo chakra, chamado
sahásrara, no alto da cabeça.
"Em síntese, kundalí é a representante corporal
individual do grande poder cósmico (Shaktí) que cria e
sustenta o universo. Quando essa Shaktí, que se manifesta como
consciência individual (jíva) se funde na consciência
do Shiva supremo, o mundo dissolve-se para esse jíva, e obtém-se
a liberação (mukti)." J. Woodroffe, El Poder Serpentino,
p. 181. |
Kurmasana |
postura
da tartaruga. |
Kúrmásana |
"postura
da tartaruga". No Hatha Yoga Pradípiká, este ásana
consiste em sentar-se com as plantas dos pés cruzadas sob o
assoalho pélvico. Nos dias de hoje, esse nome designa outras
duas posturas diferentes, ambas de flexão frontal: uma em que
o praticante senta sobre os calcanhares e deita sobre as coxas, com
os joelhos unidos, os braços ao longo das pernas, as palmas
voltadas para cima e a testa apoiada no chão; e outra de muito
difícil execução na que o praticante deita para
frente, com as pernas afastadas e os braços por baixo delas,
mantendo as palmas voltadas para baixo. |
Kutilangí |
outro
nome da força kundaliní. |
Lolasana |
postura
móvel. |
Makarasana |
postura
do crocodilo. |
Mandukasana |
postura
da rã. |
Marjariyasana |
postura
do gato. |
Matsyakridasana |
postura
do jogo do peixe. |
Matsyasana |
postura
do peixe. |
Matsyendrasana |
postura
de matsyendra. |
Mayasana |
postura
da magia. |
Mayurasana |
postura
do pavão. |
Merudandasana |
postura
do eixo do (monte) meru. |
Meruprsthasana |
postura
das costas e do (monte) meru. |
Meruvakrasana |
postura
retorcida do (monte) meru. |
Mervakarsanasana |
postura
de torção do (monte) meru. |
Mrtasana |
postura
da morte. |
Mulabandhasana |
postura
do bloqueio de períneo. |
Murdhasana |
postura
do crânio. |
Nabhyasana |
postura
do prumo. |
Nadi |
canal
por onde circula o prana no corpo etérico. |
Narayanasana |
postura
de narayana. |
Natarajasana |
postura
do rei dos dançarinos. |
Natasirsasana |
postura
da cabeça do dançarino. |
Natavarasana |
postura
do mestre dos dançarinos. |
Nauk
asana |
postura
do barco. |
Navasana |
postura
do nau. |
Niralambapascimottanasana |
postura
da extensão do dorso sem apoio. |
Niralambasirsasana |
postura
da cabeça sem apoio. |
Padahastasana |
postura
das mãos sob os pés. |
Padahastasana |
postura
das mãos e dos pés. |
Padangusthasana |
postura
dos dedos do pé. |
Padaprasarapáscimottanasana |
postura
da extensão do dorso com as pernas estiradas. |
Padmamayurasana |
postura
do pavão com lótus. |
Padmaniralambasirsasana |
postura
da cabeça sem apoio e com lótus. |
Padmasana |
postura
do lótus. |
Padmasarvangasana |
postura
de todos os membros com lótus. |
Parivrttaparsvakonasana |
postura
do ângulo torcido das costas. |
Parsvakukkutasana |
postura
do galo nas costas. |
Parsvasana |
postura
das costas. |
Parsvottanasana |
postura
de extensão das costas. |
Parvatasana |
postura
da montanha. |
Parvatasana |
postura
da montanha. |
Paryankasana |
postura
do leito. |
Páscimottanasana |
postura
da extensão do dorso. |
Pavanamuktasana |
postura
de liberação de gases. |
Prana |
pra
(antes), ana (respiração); força vital; ki; chi;
segundo princípio; surge do substrato com o primeiro princípio,
inteligência; juntos eles criam a consciência individualizada.
Há cinco pranas principais no corpo humano: prana, apana, samana,
udana e vyana. Eles surgem do prana cósmico, ou segundo princípio. |
Pranamasana |
postura
da reverencia. |
Pranamasana |
postura
da reverencia. |
Pranayama |
método
de respiração controlada usado para regular a mente,
a respiração, o prana, e por conseguinte a saúde
física e mental; deve ser praticado apenas com instrutor qualificado. |
Prsthasana |
postura
das costas. |
Purnabhujamgasana |
postura
completa da cobra. |
Purnadhanurasana |
postura
completa doa arco. |
Purnamatsyendrasana |
postura
completa de matsyendra. |
Purnasalabhasana |
postura
completa do gafanhoto. |
Purnasana |
postura
completa. |
Purnasasasana |
postura
completa da lebre. |
Purnavlomasana |
postura
invertida completa. |
Purvahalasana |
postura
inicial do arado. |
Sadhakasana |
postura
do praticante ou do mágico. |
Salabhasana |
postura
do gafanhoto. |
Salambasirsasana |
postura
da cabeça com apoio. |
Samakonasana |
postura
do ângulo reto. |
Samskaras |
impressões
energéticas inatas |
Saraladhanurasana |
postura
simples do arco. |
Sarpasana |
postura
da serpente. |
Sarvangasana |
postura
de todos os membros. |
Sasankasana |
postura
da lua. |
sasasana |
postura
da lebre. |
Savasana |
postura
do cadáver |
Setvana |
postura
da ponte. |
Siddhasana |
postura
perfeita. |
Siddhayonysana |
postura
perfeita do útero. |
Sirsapadasana |
postura
do pé e da cabeça. |
Sirsasana |
postura
da cabeça. |
Slmhasana |
postura
do leão. |
Slrsangusthayogasana |
postura
de junção do hálux na cabeça. |
Stambhasana |
postura
da coluna. |
Stavasana |
postura
do elogio. |
Sukhasana |
postura
confortável. |
Sumervasana |
postura
do (monte) meru. |
Suptavajrasana |
postura
do raio adormecido. |
Suryanamsikara |
saudação
ao sol. |
Tantra |
caminho
que aceita todos os aspectos do mundo físico, acreditando que
todas as coisas levam ao divino; aceitação total; muitas
vezes tido como que limitado ao sexo
é, na verdade, uma abordagem total. |
Tiryaksarpasana |
postura
da cobra curvada. |
Trikonasana |
postura
em três ângulos. |
Tulangulasana |
postura
do prumo da balança. |
Ugrasana |
postura
revigorante. |
Urdhvapadmasana |
postura
ereta do lótus. |
Ustrasana |
postura
do camelo. |
Uttamaprsthasana |
postura
das costas estendidas. |
Uttanaikapasasirsasana |
postura
da cabeça com um pé estendido. |
Uttanasana |
postura
da extensão. |
Utthitahastamerudandasana |
postura
do eixo do (monte) meru com as mãos erguidas. |
Utthitahastapadangulasana |
postura
dos dedos do pé e da mão estirados. |
Utthitajanusirsasana |
postura
ereta da cabeça no joelho. |
Utthitakukkutasana |
postura
ereta do galo. |
Utthitaloiasana |
postura
ereta do balanço. |
Utthitapadmasana |
postura
ereta do lótus. |
Vajrasana |
postura
do raio. |
Vajratulangulasana |
postura
do prumo da balança e do raio. |
Vakrasana |
postura
recurva. |
Vasanas |
impressões
energéticas latentes. |
Vasisthasana |
postura
excelente. |
Vedas |
literalmente
significa conhecimento, mas usado aqui significa o Livro da Sabedoria,
o livro mais antigo do mundo. Existem quatro Vedas. |
Virabhadrasana |
postura
amistosa do herói. |
Virasana |
postura
do herói. |
Vrkasana |
postura
do lobo. |
Vrksasana |
postura
da árvore. |
Vrscikasana |
postura
do escorpião. |
Vyaghrasana |
postura
do tigre. |
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